Jovem Hacker preso desviou R$ 400 milhões de contas bancárias

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Quadrilha de jovens que desviou milhões de contas bancárias é presa pela polícia de São Paulo

Investigadores chegaram à fraude e seus autores examinando a ostentação que um dos presos mostrava nas redes sociais.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu uma quadrilha que roubou milhões de contas bancárias.

Uma frota de carros esportivos, avaliada em mais de R$ 20 milhões; muitas bolsas, quadros, joias e dinheiro vivo. Tudo isso foi apreendido na casa de um condomínio de alto padrão na Grande São Paulo. O dono da casa, Pablo Henrique Borges, de 24 anos, foi preso.

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No fim de semana passado, Pablo se casou. A noiva chegou de carruagem e ele desfilou com uma coroa. O casal ia morar em uma mansão que o noivo comprou por R$ 10 milhões e estava em reforma.

A ostentação, segundo a polícia, foi paga com dinheiro dos outros. A investigação apontou que Pablo desviou R$ 400 milhões, de 24 mil contas bancárias, nos últimos três anos.

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Não foram só os carros que a quadrilha comprou com o que conseguiu desviar dos bancos. A polícia diz que Pablo também viajou para as cidades mais caras da Europa com o dinheiro dos outros. Numa das viagens, para a França, ele alugou um jato particular. Pablo foi assistir ao último Grande Prêmio de Fórmula 1, em Mônaco, com a namorada. Na França, ele alugou um iate. Tudo era postado nas redes sociais e acompanhado pelos investigadores.

As fraudes foram descobertas pela Polícia Civil e pelo Cyber Gaeco, um grupo de promotores de São Paulo que apura crimes pela internet. Pablo contava com a ajuda de dois comparsas, que também foram presos nesta quarta-feira (10). Eles desenvolveram um programa de computador, até então desconhecido pelos policiais, que invadia e limpava as contas.

“Eles utilizavam de uma estrutura de software, um aplicativo, no qual eles conseguiam fazer captura de grande volume de informações de usuários, de correntistas, dentro da internet. É um sistema que foi desenvolvido para grande movimentação de fraudes, principalmente de internet banking”, explicou o delegado José Mariano de Araújo Filho.

A ostentação acabou porque todos os bens foram bloqueados pela Justiça.

Fonte: g1.globo.com